20 de outubro de 2008

Power Rangers e a Antropologia

Power Rangers e a Antropologia?
Você deve estar pensando: "nada a ver", será?! Talvez você tenha algum preconceito com os Power Rangers, ou seja um fã de carteirinha, mas de que modo você os enxerga?
Numa bela manhã, não me lembro exatamente quando, a programação da Tv quase me passa despercebida. Gosto fazer minhas leituras envolta de barulho, seja de televisão, música ou até conversas, meu mal é estar atenta a tudo, foi quando, enquanto estudava para a prova de Teorias da Comunicação, lia Hohfeldt, ouvi algo que me fez voltar a atenção à televisão, estava passando Power Rangers SPD. A partir daquele momento, me desliguei da leitura e começei a percorrer outras vias do meu pensamento. Lenvantei questões sobre como o homem enxerga o mundo, como ele se vê a si mesmo e ao outro... A partir do Power Rangers? Sim...
Nós costumamos olhar de dentro pra fora, ou seja, temos a consciência de que nos comportamos corretamente, que pensamos sempre o certo, somos racionais, únicos e inigualáveis. Somos o centro do mundo e a referência para analisá-lo. Vivemos a diversidade, mas estamos sempre buscando um modo de padronizar a realidade. No seriado, os seres humanos convivem com extraterrestres numa relação aparentemente harmônica, os conflios são gerados entre as forças do bem e as do mal para ver quem domina o mundo. O clichê dos contos de super-heróis.
O episódio que estava sendo exibido conta a história de uma integrante da equipe ranger, que possui forma humana, mas é um robô. (Como não estava prestando atenção totalmente, as informações aqui podem ser deturpadas pela minha interpretação do que ocorria) Salvo engano, a personagem (cujo o nome não sei) invadiu um sistema ranger, causando desconfiaça por parte dos demais integrantes, que a expulsam do grupo. Ela é capturada pelos vilões e torna-se a maior esperança de salvação do mundo.
A questão é: os power rangers confiarão nela? A criatura começou a ser vista como um monstro, não só pelo fato de ter traído a confiança deles uma vez, como também por não ser um ser humano, assim, sem sentimentos, não existiria a possobilidade de arrepender-se e demonstrar sentimentos de solidariedade para com a causa humana. A lente pela qual estava sendo analisada condiz com atitudes reais do homem dentro de sua cultura ou nas relações interculturais, que analisa o outro através do olhar etnocêntrico.
Achou a antropologia? Etnocentrismo é um conceito antropológico que define o modo como o homem enxerga o outro através de sua cultura, tomando-a como a forma mais correta, ou até mesmo como a única expressão, de viver. "Humanos, vocês são tão etnocêtricos. Não vê que para eles vocês são os montros?" Foi a frase que me fez largar os livros e refletir sobre o monstro que devo ser para outro, aquele a quem julgo estranho por se comportar diferente.
'Chinês como escorpião': ai que nojo! 'As mulheres mulçumanas são submissas ao homem': que idiotas! É assim que acontece, temos sempre algo a julgar, mas será que não somos julgados também? Como será que os outros nos vêem? Não precisamos ir até o outro lado do mundo para entender este proceso, basta ohar para aquele grupo do outro lado da sala... Você é da turma dos "CDF's" ou dos "Vagais"? Para os primeiros, você é criticado por não enfiar a cara nos livros, estar sempre se divertindo e fazendo piada com tudo e faltar aula com frequência; no segundo caso ocorre o contrário, os CDF's estudam demais, não sabem o que é viver, se acham os melhores do mundo, são uns nerd's... Mas nem sempre as avaliações são negativas. Do mesmo modo que existe uma discriminação na qual o outro é tido como inferior, podemos enaltecê-lo por admirar características que nos diferenciam, como um tipo de comtemplação. (Deixa meu professor de Antropologia ler isto) E assim vamos caminhando para o preconceito, sempre nos sentindo superior ou inferior ao outro, comtemplando ou reduzindo a imagem, o comportamento, os valores do semelhante.
A Expressão utilizada pelo "Doggie Kruger" (acho que é esse o nome), comandante dos rangers, depois que tudo está resolvido, e as crianças telespectadoras aprederam a lição que não se deve julgar alguém somente pelo que parece e que todo mundo merece uma nova chance, parece retratar uma realidade que preferimos mascarar por nos fazer seres preconceituosos. Preconceituoso, eu? É assim que nos sentimos melhor, acreditando que as diferenças são aceitas por todos. Me admira muito a utilização do termo "etnocêntrico" num programa que ao meu ver é feito para crianças... "Papai, o que é etnocêntico?" Você saberia responder?
Power Rangers também é utilidade... Todo este debate não foi suficiente para que eu virasse espectadora assídua do programa, mas garanto que vou começar a prestar mais atenção aos discursos enquanto estiver com a televisão ligada em meio às minhas leituras... Tente também, assim poderemos acreditar que nem tudo está perdido!

12 de outubro de 2008

Sinceridade...

Ouvi uma frase que tocou profundamente:
"Bom não é ser sincero, é poder ser sincero!"
Pois é, o quanto somos verdadeiros e até que ponto podemos expressar nossa verdade?
As pessoas não estão preparadas para ouvir algumas verdades, às vezes nenhuma verdade. Tem gente que se assusta com um "Eu te amo" (xiiii tá querendo alguma coisa). Ou quem sabe um "Eu te odeio" pode ser muito forte para quem ouve, melhor amenizar com um "as coisas nem sempre são do jeito que planejamos". Já tentou dizer aquela sua grande amiga, vaidosa e carente, que ela não combina com aquela "blusa de oncinha"? Ou pensou como você se sentiria se aquela pessoa que sorri pra você todo dia lhe dissesse quão mal se sente por ter que fingir para manter a boa convivência? Meio pesado pensar isso...
Então, vamos mudar de questão, você acredita nas pessoas? Ou desconfia até de si mesmo? Sabemos que nos dias de hoje, quando a nossa vida se confunde com a novela_ ou, melhor dizendo, a novela confude nossas vidas_ o que vemos são exemplos de traição, bons ensinamentos de como passar a perna no seu próximo ou não merecer a confiança alheia.
Consegue responder sinceramente a pergunta anterior? Vou responder por mim, eu acredito, não em todo mundo. E apesar de saber que toda relação é baseada em algum tipo de interesse, não fico esperando que este seja ruim. Amizades podem ser construídas com base no bem-estar, na satisfação em ser presente na vida do outro, não necessitando que você esteja de olho no "irmão daquela coleguinha", ou no "emprego do teu gerente". Acho que a confiança mútua, sem querer mais do que pode ter e oferecer além do que se pode dar, é base de relações puras. Eu acredito naqueles que retribuem a confiança, pois as pessoas vivem muito na defensiva, sempre esperando um ataque pelas costas. E não adianta ser o homem mais sincero do mundo, se o rótulo que lhe cabe é do sacana em quem não se pode confiar. É como diz: o bom é poder ser sincero.
Meus amigos costumam dizer que não tenho "pregas na língua", mas será que isso não é consquência do que nos permitimos ser quando estamos juntos? Seu eu não escondo nada deles, é porque não precisam esconder nada de mim. Eu amo poder ser sincera...

11 de outubro de 2008

Um Especial para Thai Tchutchuca...

"Para quê tentar explicar o amor, ou reduzí-lo a um conceito para tipo de demonstração?
Por que ter o tipo amor de mãe, amor de pai, amor de irmão, amor de amigo, amor de amor, se você pode amar de todo jeito e ser simplesmente amor?
Por que não olhar pra um alguém e enxergar um sentimento em imagem?
Por que acreditar que o abstrato não tem forma? É demais aos olhos dos que não conseguem enxergar, mas nós somos o reflexo do nosso amor...
Contornamos as situações difíceis, vivemos os conflitos, as alegrias, momento a momento em pluralidade e singularidade...
E por que não somos o amor, em sua complexididade: sendo saudade, ciúme, prazer, amizade, inveja, segurança, ira?
Eu te amo... sem breguice ou com breguice, vc escolhe!"

Depoimento que escrevi pra minha amiga tchutchuca.
Algumas pessoas cheias de preconceito ficaram duvidando do caráter da mensagem... Ow gente, vocês não amam? Velho, porque amar tem que estar ligado a relação entre gêneros. Eu amo, vivo em estado permanente de paixão, amo minha família, meus poucos amigos/esposos, amos meus amores, meus bichos, minha vida, aquela árvore verde, a ursa kenga... Eu me amo e saio retribuindo a sensação de bem-estar que as pessoas me causam, quando isso acontece.
Considero este preconceito ao amor, na verdade o conceito de amor, um modo de afastar suas possibilidades. Talvez aqueles que questionaram essa demonstração ímpar de carinho não saibam o que é amar, ou o definem e não sentem, muito menos o que é ter alguém pra te ofecer isso.
A todas as minhas amigas: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaamooooo!!!

10 de outubro de 2008

Via Expresso

Já se perguntou por que um dia dura somente 24 horas e porque tudo parece passar tão rápido que você nem consegue se dar conta do que tem, somente do que falta?
Esse tempo pode ser suficiente para o mundo girar em torno do sol, mas será que ele é suficiente pra você percorer seu caminho?
Não existe mais tempo para os questionamentos, queremos resultados e resultados, objetividade. Mas no fundo nossas conquistas não são reconhecidas, as derrotas parecem mais importante, por ser o que falta.
Expresso, expressa... Sem parar em todas as estações...
Este é o espaço no qual vou conduzir este meu tempo para perceber, este pouco tempo. Expresso, direto ao alvo: tocar, balançar, intrigar, excitar, satisfazer, sentir...
Minha agenda diária me distancia dos sentimentos, dos amigos, das alegrias. Sou criteriosa com meu tempo, mas não tanto com minhas prioridades.
Este não é o meu primeiro blog, eu tenho um problema com blogs, apesar do encantamento, o poder das palavras me assustam. Não consigo escrever uma linha que eu goste, sou dominada pela autocrítica. Perfeccionista e exigente, não consigo nunca estar satisfeita com o que escrevo, por isso vou tentar escrever e publicar "Via Expresso", determinada a chegar diretamente num ponto, assim, sem parar nos obstáculos.